FELIZ 2026 (ainda a tempo de o desejar, espero)!
Num ápice cá estamos, num novo ano de calendário e cujo valor e sentido, desde logo no que sejam as “intenções, propósitos e desejos profissionais formulados para o novo ano”, dependerá sempre mais do que seja o nosso foco e atenção em cada dia, mês, ano, do que do facto de serem especial e pontualmente formulados num fecho de ano.
2025 foi, para mim, um ano de grande intensidade, autoexigência e também de dispersão.
E dei-me conta do poder e eficácia de mantermos o foco e atenção no que verdadeiramente deve ser o centro (ou centros) da nossa atenção e dedicação ao ter-me exposto à experiência de, nos últimos dias do mês de dezembro, ter alternado dias “off” das obrigações profissionais com dias em que, estando a trabalhar, consegui ser mais “dona da minha agenda e do foco da minha atenção”.
O resultado fundamental foi o ter-me permitido, também, refletir um pouco quanto:
- Ao como me tinha gerido – na autoexigência, no sentido de responsabilidade, nos estabelecer de “limites e fronteiras” (desde logo “de mim para mim”), na ambição de conseguir dar resposta a tudo e a todos, no meu característico perfeccionismo que nem sempre me permite delegar tanto quanto poderia (e deveria) e,
- Ao balanço do “tempo e espaço” reservados também a manter “vivo”, no campo profissional, um explorar do que, mesmo não sendo “esperado nem solicitado” por terceiros, é também aquilo que me faz “perder a noção do tempo de tão mergulhada no sentido, prazer e sentido de alinhamento com uma espécie de propósito e missão”.
Quanto à primeira das reflexões, retirei conclusões e constatações importantes que procurarei manter bem presentes, não em 2026, mas sempre e até quando façam sentido (talvez para o “resto da vida”…). Porque me permitem acrescentar mais do que é o valor e conhecimento próprios que tenho para partilhar em função da minha experiência e perfil, e, simultaneamente, potenciar (ainda) mais o liderar, inspirar e “mostrar caminhos”.
Quanto à segunda das reflexões, a principal conclusão foi a de resultar necessário manter presente o “alarme” contra “pilotos automáticos que se prolongam no tempo” e que resultam em ser “mais levada pela corrente” do que “dominar mais a corrente”. Porque o estado de “piloto automático” comporta um risco grande: o de nos “limitarmos” no potencial do que podemos criar e gerar de valor, por nos tornarmos mais reativos e menos proativos (muitas vezes simplesmente porque não há tempo para “pensar fora da caixa”).
Alarme contra estados de “piloto automático”: ON. Para que possa manter presente o potenciar das várias e possíveis manifestações de quem sou (também) enquanto profissional, sem que os apelos de poder fazer e manifestar mais acabem anestesiados pela falta de tempo e espaço. Porque o tempo e aquilo que decidimos fazer com ele é, antes demais, uma decisão e responsabilidade individual.
E sendo verdade que vivemos num mundo e contexto em que a velocidade de processamento e resposta a solicitações e pedidos parece ter de ser cada vez maior, simplesmente para se conseguir “dar resposta a tudo”, nunca terá sido tão importante garantir um sábio equilíbrio entre a velocidade da resposta – e, consequentemente, do número de solicitações processadas num determinado período de tempo – e a “qualidade e valor” implícitos ao que criámos com a nossa ação e que serão tanto maiores quanto mais conscientes, refletidas e intencionais (quanto ao “porquê” de estarmos fazer algo e ao resultado que pretendemos ou é suposto atingir) forem as nossas ações.
Que 2026 potencie (ainda) mais momentos de partilha de conhecimento, boas práticas e reflexões, que possam potenciar o “sair das nossas caixas e pilotos automáticos”.
E obrigada 2025 por tudo o que me permitiu crescer, evoluir e discernir na constatação de me sentir um pouco mais “sábia” neste arranque de 2026.
E a isso “brindo” neste arranque de um novo ano, no qual entro e me comprometo com a melhor da minha energia e foco.